De Ti resolvi separar;

Fui nas asas da ilusão,
Que traz angústia a alucinar.
Para tão, tão longe fui,
Já não mais luz entrevia;A mesma que no futuro,
Será toda sabedoria.
As asas da ilusão são largas,
Enganam ser vigorosas;Porém, são apenas quimeras,
Degradantes e temerosas.
Mas com Sua infinita bondade,
Sempre esteve a me esperar;A volta do filho pródigo,
Cansado de tanto errar.
E nas asas do amor voltei,
Ao Seu regaço amoroso;Trabalhar agora é a lei,
Por todo aquele que volta culposo.
Engana-se quem profere,
Que voltamos também pela dor;O sofrimento não regenera,
Se com ele não reina o amor.
Então nas asas do amor voltei,
E pretendo não mais regressar;Ao mundo de desacertos,
Que só nos faz ludibriar.
Gabriela Junqueira Balassiano
Fraternalmente,
Refletindo o
Espiritismo