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Saturday, April 27, 2013

Violência gera violência. AMOR GERA AMOR!

Conhecem aquela tradicional frase: “Esse menino pede para ganhar umas palmadas”?

Qual é o ser humano, em qualquer época da história da humanidade que, em sua sã consciência, pede para apanhar, pede para sofrer, pede para ser maltratado? Masoquismo? "História pra boi dormir", como diria minha avó, principalmente quando se trata de crianças.
O corretivo infantil através da violência sempre foi muito usado pelos homens, e com a vergonhosa aprovação da sociedade. A palmadinha na criança ou a surra, sempre foram os métodos mais rápidos e preferidos de muitos pais para ter a sua paz imediata. É a demostração do abuso do poder sobre o mais fraco sob a sua pior face, pois ao invés de fazer valer a condição de educadores amorosos, papai e mamãe ganham respeito pelo medo.

A palmadinha tem seu efeito rápido mas, invariavelmente, com resultados futuros desastrosos. Aquele tapinha no bumbum ou na mãozinha, o tapa de chinelo ou até o espancamento, com a intenção de dar uma lição depois da malcriação, abre na relação pais e filhos feridas que serão cobradas às contas, durante o tempo que for necessário, até que se transformem em cicatrizes e mais na frente amor regenerado. Nenhuma violência fica impune, nada passa desapercebido aos olhos do Pai.
A palmada e a surra geram dores no corpo e na alma, e isto não pode ser confundido com corretivo em nome do amor. Quando batemos em uma criança com a falsa intenção de educar, confundimos ainda mais a sua cabecinha, pois ela não entende porque uma pessoa que tanto ama e é o exemplo de como deverá ser quando crescer, a trata com violência fazendo-a sentir dor.

A obediência imposta pelo medo deforma o Espírito em formação para o Bem, correndo o risco de, além das chagas na relação, criar homens que enxergam e praticam a violência contra tudo e todos.

Mas, aos poucos, estamos evoluindo e entendendo que devemos abolir esses métodos. E muitos de nós já estamos mudando a tradicional frase, usada há tantas gerações, “Esse menino pede para ganhar umas palmadas”, para esta outra, “Esse menino pede para ganhar amor, carinho, atenção e proteção.”

Não esqueçamos que todos nós “estivemos” crianças, também em ebulição de energia, alegria, vontade de descobrir e desvendar o novo. Um dia, todos nós, hoje adultos, gritamos ao mundo pedindo atenção e amor, fosse através de malcriações, testando os limites dos nossos pais, desobedecendo, desordenando, ou seja, sendo simplesmente crianças!

Jesus nos ensinou que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo! Amar, amar, amar, este verbo não pode ser conjugado com a violência, do contrário ele não é mais o verbo amar. E educar através do amor é a mais linda expressão e demonstração de parceria e sintonia com Deus e seus ensinamentos.
Nossas crianças, promessa de um futuro melhor, promessa de um planeta regenerado vivendo a paz. Como podemos querer um planeta em paz se tratamos o futuro do nosso planeta com violência. Toda criança, sob a guarda e proteção de um adulto em uma encarnação, tem o direito de ser amada. Vamos amar as nossas crianças para um dia sermos merecedores do seu amor de volta, na roda das reencarnações, onde seguimos em direção à Luz!

Violência gera violência. AMOR GERA AMOR!

Fraternalmente,

Gabriela Junqueira Balassiano
Refletindo o Espiritismo