Tuesday, February 24, 2015

Nas Voragens do Pecado



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Recomendamos a leitura da obra "Nas Voragens do Pecado", da grande e abnegada médium Yvonne A. Pereira, pelo Espírito Charles.


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Assista ao vídeo, abaixo, e tenha uma breve idéia das emoções que lhe aguardam neste maravilhoso livro, emoções que agitarão todo o seu Ser:





Atenção: o vídeo é somente para dar um breve gostinho, pois recomendamos a leitura do livro. Dificilmente uma arte substituirá a profundidade de uma boa obra literária.

Leia em PDF aqui: http://www.feblivraria.com.br/febnet/paginas/nasvoragensdopecado.pdf

Ou aqui: http://files.comunidades.net/portaldoespirito/Nas_Voragens_do_Pecado_1960.pdf


Fraternalmente,

Refletindo o Espiritismo
 
 
 

Tuesday, February 10, 2015

Carnaval e espiritismo

Brinque seu carnaval com moderação. Lembre-se que somos Espíritos imortais e que estamos, incessantemente, em convívio com nossos irmãos desencarnados; portanto, sabendo-se, ainda, da lei de atração, esteja ciente de que durante o carnaval, cada um atrai para sua companhia os Espíritos que lhe combinam com a faixa vibratória. Escolha atrair para sua vida, sua casa, sua família, a alegria saudável, o amor fraternal, a paz!

Brinque seu carnaval com moderação. Lembre-se que extravasando-se na promiscuidade, no abuso do ácool e dos entorpecentes mais variados, estará se afundando no lamaçal da obsessão inclemente, que poderá levá-lo a falir em uma encarnação inteira.
Brinque seu carnaval com moderação!


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Divaldo Franco: Espiritismo e Carnaval



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Mensagem espírita sobre o Carnaval



Fraternalmente,
Refletindo o Espiritismo

Saturday, January 17, 2015

Silêncio, por favor, Chico vai falar: a pena de morte





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A pena de morte, por Chico Xavier

Pergunta:

De vez em quando aparece alguém que, em virtude de algum problema social mais grave - a violência, por exemplo, - pede a pena de morte. O senhor concorda?
Chico Xavier:

A pena deveria ser de educação. A pessoa deveria ser condenada mas é a ler livros, a se educar, a se internar em colégios ainda que seja, vamos dizer, por ordem policial.
Mas que as nossas casas punitivas, hoje chamadas de casas de reeducação, sejam escolas de trabalho e instrução.

Isto porque toda criatura está sentenciada à morte pelas leis de Deus, porque a morte do corpo tem o seu curso natural.
Por isso, acho que a pena de morte é desumana, porque ao invés de estabelecê-la devíamos coletivamente criar organismos que incentivassem a cultura, a responsabilidade de viver, o amor ao trabalho.

O problema da periculosidade da criatura, quando ela é exagerada, esse problema deve ser corrigido com educação e isso há de se dar no futuro.
Porque nós não podemos corrigir um crime com outro, um crime individual com um crime coletivo.

(Livro “Chico Xavier - Mandato de Amor”, União Espírita Mineira)

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A pena de morte, por Richard Simonetti

1 – O Espiritismo é favorável à pena de Morte?
É frontalmente contrário. Lembrando Jesus, os doentes devem ser medicados, não eliminados.


2 – Se assim é, por que Moisés instituiu a pena de morte para determinados crimes?
Nos Mandamento, da Tábua da Lei, recebida pelo próprio Moisés, no Monte Sinai, base da justiça humana, está registrado que não é lícito ao homem matar o semelhante. Ao instituir a pena de morte ele sobrepôs sua vontade aos desígnios divinos, num lamentável exemplo do faça como falo, não como faço.


3 – A pena de morte não pode funcionar como uma medida extrema de contenção da criminalidade?
A experiência demonstra que onde ela é instituída não há redução nos índices de criminalidade. A razão é simples: nenhum criminoso cogita da possibilidade de ser preso. Sente-se sempre mais esperto do que os representantes da lei.


4 – De qualquer forma não teríamos um criminoso a menos?
É uma ilusão. O criminoso executado ganha o benefício da invisibilidade e passa a assediar pessoas com tendência a criminalidade, ampliando-a.


5 – Mas o criminoso executado não é confinado em regiões purgatoriais, á distância das cogitações humanas?
Em princípio ele tende a ficar na crosta terrestre, envolvido com suas paixões e vícios, ligando-se a pessoas que guardam suas mesmas tendências, exacerbando-as.


6 – Esses criminosos desencarnados também formam grupos no Além?
Sim, atendendo ás suas tendências e causam estragos no psiquismo humano, na medida em que as pessoas se mostrem vulneráveis, psiquicamente, à sua influência.


7 – Enquanto encarnados, sua motivação era o dinheiro? E quando desencarnados?
O exercício do poder, o prazer em dominar, e, também, o atendimento de viciações cultivadas durante a existência, induzindo suas vítimas ao cultivo de vícios, para que, ligados a elas psiquicamente, possam também se satisfazer.


8 – Em relação aos criminosos encarnados, trancamos nossas casas e nos cercamos de medidas de prevenção. E quanto ao desencarnados?
Seria “fechar” a nossa casa mental às suas investidas, cultivando os valores do Bem e da Verdade, definidos por Jesus em suas lições. Toda influência espiritual relaciona-se com o fator sintonia. Se sintonizarmos com os bons, os maus não terão acesso à nossa Alma.


(Perguntas e respostas transcritas do website oficial de Richard Simonetti http://www.richardsimonetti.com.br/html)

Fraternalmente,
Refletindo o Espiritismo

Friday, January 16, 2015

Ante o terrorismo - por Divaldo Franco

Queridos irmãos,

Há muitos dias estamos em agonia, na fraternal vontade de escrever algo sério e preocupante, porém sublime, com relação ao terrorismo.

Foi, então, que como um presente dos céus, nos chega a Terra, este texto perfeito, de nosso querido Divaldo Franco. Segue, abaixo, na íntegra.



Fraternalmente,
Refletindo o Espiritismo


ANTE O TERRORISMO
Divaldo Franco escreve quinta feira, quinzenalmente.

O golpe foi de uma crueza ímpar. Ainda nos encontramos chocados. Repetiu-se a tragédia que vem ameaçando as criaturas humanas nos últimos anos, tal seja, o terrorismo provocado pelo fanatismo religioso perverso. A resposta da França e da sociedade foi imediata, enquanto se mobilizaram todos os recursos possíveis, para alcançar-se os criminosos e puni-los devidamente. Os direitos humanos, especialmente o da liberdade de pensamento, de palavra e de ação, são inderrogáveis. Conquistados com incontáveis sacrifícios ao largo dos séculos, são uma das mais grandiosas conquistas do processo evolutivo da sociedade.
Ninguém pode interditar a liberdade de movimento e ação das criaturas humanas, nem proibir, perseguir, impedir a liberdade da palavra, seja ela verbal ou gráfica, exceção feita por ocasião de regimes arbitrários. Se tal viesse a acontecer, e às vezes ocorre, trata-se de um terrível retrocesso ao passado lamentável, quando éramos escravos da prepotência e da estupidez.

No caso em foco, o lápis é mais poderoso do que o fuzil. Mata-se o indivíduo, mas não se aniquila o pensamento, que somente pode ser suplantado por outro de maior magnitude. Herança da barbárie, o fanatismo religioso, político ou qualquer espécie, indignifica o ser humano e dele faz vítima do sicário das vidas que o cercam. Isto somente ocorre em razão do estágio primário do processo antropológico da evolução, que retém o indivíduo na furna do egoísmo e do atraso moral.
É inevitável que cresçamos na direção da plenitude, e o amor com respeito ao direito alheio é o sentimento que deve permanecer inviolável em todos os passos da sociedade. Todos devemos repudiar a intolerância, a prevalência da força sobre o direito à vida, contribuindo de maneira eficaz pela solidariedade, para que alcancemos a meta pretendida que é a felicidade. Repito com os milhões de cidadãos que hoje levantam a bandeira da liberdade proclamando: Je suis Charlie.

DIVALDO FRANCO
(Texto transcrito da página oficial da Mansão do Caminho, no Facebook, postado no dia 16.01.2015)

Wednesday, January 14, 2015

Belíssimo exemplo de fraternidade na Finlândia.






Abra este link, Bebês dormem em caixa de papelão na Finlândia, e entenda o porquê.

 
 
 
IMPORTANTE:
Apesar de o texto ressaltar a igualdade humana, fazemos, aqui, necessário esclarecer, que, o mais importante ali na ação daquele povo é, sim, a fraternidade, a cooperação!

Sabemos, segundo a Doutrina Espírita, que a igualdade não é possível entre seres tão desiguais em suas aptidões e escalas morais. E, para elucidar esta perturbante questão, sabiamente, Allan Kardec recorreu aos Espíritos:
Pergunta 811: Será possível e já terá existido a igualdade absoluta das riquezas?

Resposta - "Não; nem é possível. A isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres."
E por aí vai um importante estudo sobre o assunto, que podemos encontrar em O Livro dos Espíritos, na Parte Terceira, Capítulo IX que trata da Lei de Igualdade. (para a versão PDF, abra o link O Livro dos Espíritos)

Boa leitura, bom estudo!
 
 
 
 
 
 
 
 


Fraternalmente!
Refletindo o Espiritismo

Tuesday, December 9, 2014

A vida em Júpiter

Convidamos você a se maravilhar, assim como nós, com a leitura abaixo, sobre o planeta Júpiter, de texto extraído da Revista Espírita, Ano I, Março de 1858, no 3, sob a competência intelectual e moral de Allan Kardec. 

Fraternalmente,

Refletindo o Espiritismo




Júpiter e alguns outros Mundos16

De todos os planetas, o mais adiantado sob todos os aspectos é Júpiter. É o reino exclusivo do bem e da justiça, porquanto só tem Espíritos bons. Pode fazer-se uma idéia do estado feliz de seus habitantes pelo quadro que demos de um mundo habitado apenas por Espíritos da segunda ordem.

A superioridade de Júpiter não está somente no estado moral de seus habitantes; está também na sua constituição física. Eis a descrição que nos foi dada desse mundo privilegiado, onde encontramos a maior parte dos homens de bem que honraram nossa Terra por suas virtudes e talentos. A conformação do corpo é mais ou menos a mesma daqui, porém é menos material, menos denso e de uma maior leveza específica. Enquanto rastejamos penosamente na Terra, o habitante de Júpiter transporta-se de um a outro lugar, deslizando sobre a superfície do solo, quase sem fadiga, como o pássaro no ar ou o peixe na água. Sendo mais depurada a matéria de que é formado o corpo, dispersa-se após a morte sem ser submetida à decomposição pútrida. Ali não se conhece a maioria das moléstias que nos afligem, sobretudo as que se originam dos excessos de todo gênero e da devastação das paixões. A alimentação está em relação com essa organização etérea; não seria suficientemente substancial para os nossos estômagos grosseiros, sendo a nossa por demais pesada para eles; compõe-se de frutos e plantas; de alguma sorte, aliás, a maior parte eles a haurem no meio ambiente, cujas emanações nutritivas aspiram. A duração da vida é, proporcionalmente, muito maior que na Terra; a média eqüivale a cerca de cinco dos nossos séculos; o desenvolvimento é também muito mais rápido e a infância dura apenas alguns de nossos meses.

Sob esse leve envoltório, os Espíritos se desprendem facilmente e entram em comunicação recíproca apenas pelo pensamento, sem, todavia, excluir a linguagem articulada; para a maior parte deles, também, a segunda vista é uma faculdade permanente; seu estado normal pode ser comparado ao de nossos sonâmbulos lúcidos; eis por que se nos manifestam mais facilmente do que os encarnados nos mundos mais grosseiros e mais materiais. A intuição que têm do seu futuro, a segurança dada por uma consciência isenta de remorsos fazem que a morte não lhes cause nenhuma apreensão; vêem-na chegar sem temor e como simples transformação.

Os animais não estão excluídos desse estado progressivo, sem se aproximarem, contudo, daquele do homem; seu corpo, mais material, prende-se à terra, como os nossos. Sua inteligência é mais desenvolvida que a dos nossos animais; a estrutura de seus membros presta-se a todas as exigências do trabalho; são encarregados da execução de obras manuais: são os serviçais e os operários; as ocupações dos homens são puramente intelectuais. Para os animais o homem é uma divindade tutelar que jamais abusa do poder para os oprimir.

Quando se comunicam conosco, os Espíritos que habitam Júpiter geralmente sentem prazer em descrever o seu planeta; ao se lhes pedir a razão, respondem que o fazem com o fito de nos inspirarem o amor do bem, com a esperança de lá chegarmos um dia. Foi com essa intenção que um deles, que viveu na Terra com o nome de Bernard Palissy, célebre oleiro do século XVI, ofereceu-se espontaneamente, sem que ninguém lho pedisse, para elaborar uma série de desenhos, tão notáveis por sua singularidade quanto pelo talento de execução, destinados a dar-nos a conhecer, até nos menores detalhes, esse mundo tão estranho e tão novo para nós. Alguns retratam personagens, animais, cenas da vida privada; os mais impressionantes, porém, são os que representam habitações, verdadeiras obras-primas de que coisa alguma na Terra nos poderia dar uma idéia, porque em nada se assemelham ao que conhecemos; é um gênero de arquitetura indescritível, tão original e, entretanto, tão harmoniosa, de uma ornamentação tão rica e tão graciosa que desafia a mais fecunda imaginação. O Sr. Victorien Sardou, jovem literato de nossas relações, cheio de talento e de futuro, mas de forma alguma desenhista, serviu-lhe de intermediário. Palissy prometeu-nos uma série de desenhos que, de certo modo, será a monografia ilustrada desse mundo maravilhoso. Esperamos que essa curiosa e interessante coletânea, sobre a qual voltaremos em artigo especial consagrado aos médiuns desenhistas, possa um dia ser liberada ao público.

O planeta Júpiter, apesar do quadro sedutor que nos foi dado, não é, absolutamente, o mais perfeito dos mundos. Outros há, desconhecidos para nós, que lhe são muito superiores, do ponto de vista físico e moral, e cujos habitantes gozam de felicidade ainda mais perfeita; são a morada dos Espíritos mais elevados, cujo etéreo envoltório nada mais tem das propriedades conhecidas da matéria. Já nos perguntaram diversas vezes se pensamos que a condição do homem terreno seria um obstáculo absoluto à sua passagem, sem intermediário, da Terra para Júpiter. A todas as

perguntas que dizem respeito à Doutrina Espírita, jamais respondemos conforme nossas próprias idéias, contra as quais estamos sempre em guarda. Limitamo-nos a transmitir o ensino que nos é dado pelos Espíritos, não os aceitando de forma leviana e com irrefletido entusiasmo. À pergunta acima respondemos claramente, porque tal é o sentido formal de nossas instruções e o resultado de nossas próprias observações: Sim; deixando a Terra, pode o homem ir imediatamente a Júpiter, ou a outro mundo análogo, pois que não é o único dessa categoria. Pode-se ter certeza disso? Não. Contudo poderá ele ir, visto haver na Terra, embora em pequeno número, Espíritos muito bons e suficientemente desmaterializados para não se sentirem deslocados num mundo onde o mal não tem acesso. Não há certeza, porque o homem pode iludir-se sobre o seu mérito pessoal ou tem que cumprir, alhures, outra missão. Seguramente, os que podem esperar esse favor não são os egoístas, nem os ambiciosos, nem os avarentos, nem os ingratos, nem os ciumentos, nem os orgulhosos, nem os vaidosos, nem os hipócritas, nem os sensuais ou qualquer daqueles que se deixaram dominar pelo apego aos bens terrestres; a esses, serão necessárias, talvez, longas e rudes provas. Isso depende da sua vontade.

Conversas Familiares de Além-Túmulo - Bernard Palissy (9 de março de 1858)

Descrição de Júpiter

Nota: Sabíamos, por evocações anteriores, que Bernard Palissy, o célebre oleiro do século XVI, habita Júpiter. As respostas seguintes confirmam, por todos os pontos, o que em diversas ocasiões nos foi dito sobre esse planeta, por outros Espíritos e através de diferentes médiuns. Pensamos que serão lidas com interesse, a título de complemento do quadro que traçamos em nosso último número.

Fato notável, a identidade que apresentam com as descrições anteriores é, no mínimo, uma presunção de exatidão.

1. Onde te encontraste ao deixares a Terra?
Resp. – Nela ainda me demorei.
2. Em que condições estavas aqui?
Resp. – Sob os traços de uma mulher amorosa e devotada; era apenas uma missão.
3. Essa missão durou muito?
Resp. – Trinta anos.
4. Lembra-te do nome dessa mulher?
Resp. – É obscuro.
5. A estima em que são tidas tuas obras te agrada? E isso te compensa dos sofrimentos que suportaste?
Resp. – Que me importam as obras materiais de minhas mãos? O que me importa é o sofrimento que me elevou.
6. Com que objetivo traçaste, pelas mãos do Sr. Victorien Sardou, os desenhos admiráveis que nos deste sobre o planeta Júpiter, onde habitas?
Resp. – Com o fim de inspirar o desejo de vos tornardes melhores.
7. Desde que vens com freqüência a esta Terra que habitaste tantas vezes, deves conhecer bastante o seu estado físico e moral para que possas estabelecer uma comparação entre ela e Júpiter; rogamos-te, pois, nos esclareças sobre diversos pontos.
Resp. – Ao vosso globo venho apenas como Espírito; o Espírito não tem mais sensações materiais.

Estado físico do globo

8. Pode-se comparar a temperatura de Júpiter à de uma de nossas latitudes?
Resp. – Não; ela é suave e temperada; sempre igual, enquanto a vossa varia. Lembrai dos Campos Elísios que vos foram descritos.
9. O quadro que os Antigos nos deram dos Campos Elísios resultaria do conhecimento intuitivo que possuíam de um mundo superior, tal como Júpiter, por exemplo?
Resp. – Do conhecimento positivo; a evocação permanecia nas mãos dos sacerdotes.
10. A temperatura varia segundo as latitudes, como na Terra?
Resp. – Não.
11. Conforme nossos cálculos, o Sol deve aparecer aos habitantes de Júpiter sob um ângulo muito pequeno e, em conseqüência, dar-lhes pouca luz. Podes dizer-nos se a intensidade da luz é ali igual à da Terra ou se é menos forte?
Resp. – Júpiter é envolvido por uma espécie de luz espiritual que mantém relação com a essência de seus habitantes. A luz grosseira de vosso Sol não foi feita para eles.
12. Há uma atmosfera?
Resp. – Sim.
13. A atmosfera de Júpiter é formada dos mesmos elementos que a atmosfera terrestre?
Resp. – Não; os homens não são os mesmos; suas necessidades mudaram.
14. Existem água e mares?
Resp. – Sim.
15. A água é formada dos mesmos elementos que a nossa?
Resp. – Mais etérea.
16. Há vulcões?
Resp. – Não; nosso globo não é atormentado como o vosso; lá, a Natureza não teve suas grandes crises; é a morada dos bem-aventurados; nele, a matéria mal existe.
17. As plantas têm analogia com as nossas?
Resp. – Sim, mas são mais belas.

Estado físico dos habitantes

18. A conformação do corpo dos habitantes guarda relação com o nosso?
Resp. – Sim, é a mesma.
19. Podes dar-nos uma idéia de sua estatura, comparada à dos habitantes da Terra?
Resp. – Grandes e bem proporcionados. Maiores que os vossos maiores homens. O corpo do homem é como o molde de seu Espírito: belo, onde ele é bom; o envoltório é digno dele: não é mais uma prisão.
20. Lá os corpos são opacos, diáfanos ou translúcidos?
Resp. – Há uns e outros. Uns têm tal propriedade; outros têm outra, conforme sua destinação.
21. Concebemos isso para os corpos inertes, mas nossa questão refere-se aos corpos humanos.
Resp. – O corpo envolve o Espírito sem o ocultar, como um tênue véu lançado sobre uma estátua. Nos mundos inferiores o invólucro grosseiro oculta o Espírito a seus semelhantes; mas os bons nada têm a esconder: podem ler no coração uns dos outros. Que aconteceria se assim fosse na Terra?
22. Há sexos diferentes?
Resp. – Sim; há sexo por toda parte onde existe a matéria; é uma lei da matéria.
23. Qual a base da alimentação dos habitantes? É animal e vegetal, como aqui?
Resp. – Puramente vegetal; o homem é o protetor dos animais.
24. Foi-nos dito que eles absorvem uma parte de sua alimentação do meio ambiente, do qual aspiram as emanações; isso é exato?
Resp. – Sim.
25. Comparada à nossa, a duração da vida é mais longa ou mais curta?
Resp. – Mais longa.
26. Qual é a duração média da vida?
Resp. – Como medir o tempo?
27. Não podes tomar um de nossos séculos por termo de comparação?
Resp. – Creio que mais ou menos cinco séculos.
28. O desenvolvimento da infância é proporcionalmente mais rápido que o nosso?
Resp. – O homem conserva a sua superioridade; a infância não comprime sua inteligência nem a velhice a extingue.
29. Estão os homens sujeitos a doenças?
Resp. – Não estão sujeitos aos vossos males.
30. A vida está dividida entre a vigília e o sono?
Resp. – Entre a ação e o repouso.
31. Poderias dar-nos uma idéia das diversas ocupações dos homens?
Resp. – Seria preciso dizer muito. Sua principal ocupação é encorajar os Espíritos que habitam os mundos inferiores a perseverarem no bom caminho. Não havendo entre eles infortúnio a aliviar, vão procurá-los onde existe sofrimento; são os Espíritos bons que vos sustentam e vos atraem ao bom caminho.
32. Ali se cultivam certas artes?
Resp. – Lá elas são inúteis. As vossas artes são brinquedos que distraem vossas dores.
33. A densidade específica do corpo humano permite-lhe transportar-se de um lugar a outro, sem ficar, como aqui, preso ao solo?
Resp. – Sim.
34. Experimenta-se ali o tédio e o desgosto da vida?
Resp. – Não; o desgosto da vida não provém senão do desprezo de si mesmo.
35. Sendo menos denso do que os nossos, o corpo dos habitantes de Júpiter é formado de matéria compacta e condensada, ou de matéria vaporosa?
Resp. – Compacta para nós; mas não o seria para vós: é menos condensada.
36. O corpo, considerado como feito de matéria, é impenetrável?
Resp. – Sim.
37. Seus habitantes têm uma linguagem articulada, como a nossa?
Resp. – Não; entre eles há comunicação de pensamentos.
38. A segunda vista é, como nos disseram, uma faculdade normal e permanente entre vós?
Resp. – Sim, o Espírito não tem entraves; nada se lhe oculta.
39. Se ao Espírito nada se oculta, conhece, pois, o futuro? Referimo-nos aos Espíritos encarnados em Júpiter.
Resp. – O conhecimento do futuro depende da perfeição do Espírito; tem menos inconvenientes para nós do que para vós; é-nos mesmo necessário, até certo ponto, para a realização das missões que devemos executar; mas, daí a dizer que conhecemos o futuro, sem restrição, seria colocar-nos na mesma posição que Deus.
40. Podeis revelar-nos tudo quanto sabeis sobre o futuro?
Resp. – Não; esperai até que tenhais merecido sabê-lo.
41. Comunicai-vos com os outros Espíritos mais facilmente do que o fazeis conosco?
Resp. – Sim! sempre: não existe mais a matéria entre eles e nós.
42. A morte inspira o horror e o pavor que provoca entre nós?
Resp. – Por que seria apavorante? O mal já não existe entre nós. Só o mau encara o seu último momento com pavor: ele teme o seu juiz.
43. Em que se transformam os habitantes de Júpiter após a morte?
Resp. – Crescem sempre em perfeição, sem mais terem que sofrer provas.
44. Não haverá, em Júpiter, Espíritos que se submetam a provas para cumprirem uma missão?
Resp. – Sim, mas não se trata mais de uma prova; só o amor do bem os leva a sofrer.
45. Podem falir em suas missões?
Resp. – Não, visto que são bons; não há fraqueza senão onde há defeito.
46. Poderias nomear alguns dos Espíritos habitantes de Júpiter que cumpriram uma grande missão na Terra?
Resp. – São Luís.
47. Poderias indicar outros?
Resp. – Que vos importa? Há missões desconhecidas que não têm por objetivo senão a felicidade de um só; são, por vezes, maiores: e são mais dolorosas.

Os animais

48. O corpo dos animais é mais material que o dos homens?
Resp. – Sim; o homem é o rei, o Deus terrestre.
49. Entre os animais há os que são carnívoros?
Resp. – Os animais não se estraçalham entre si; vivem todos submetidos ao homem, amando-se mutuamente.
50. Mas não haverá animais que escapem à ação do homem, como os insetos, os peixes, os pássaros?
Resp. – Não; todos lhe são úteis.
51. Disseram-nos que os animais são os servidores e os operários que executam os trabalhos materiais, constroem as habitações, etc; isso é verdade?
Resp. – Sim; o homem não se rebaixa mais para servir ao seu semelhante.
52. Os animais servidores estão ligados a uma pessoa ou a uma família, ou são tomados e trocados à vontade, como aqui?
Resp. – Todos se ligam a uma família particular; mudais mais, para achar um melhor.
53. Vivem os animais servidores em estado de escravidão ou de liberdade? São uma propriedade ou podem mudar de dono à vontade?
Resp. – Eles lá se encontram em estado de submissão.
54. Os animais trabalhadores recebem uma remuneração qualquer por seus esforços?
Resp. – Não.
55. As faculdades dos animais desenvolvem-se por uma espécie de educação?
Resp. – Eles o fazem por si mesmos.
56. Os animais têm uma linguagem mais precisa e mais caracterizada que a dos animais terrestres?
Resp. – Certamente.

Estado moral dos habitantes

57. As habitações de que nos deste uma amostra por teus desenhos estão reunidas em cidades, como aqui?
Resp. – Sim; os que se amam se reúnem; só as paixões estabelecem a solidão em torno do homem. Se, ainda mau, procura este seu semelhante, que para ele não é senão um instrumento de dor, por que o homem puro e virtuoso fugiria do seu irmão?
58. Os Espíritos são iguais ou de diferentes graduações?
Resp. – De diversos graus, mas da mesma ordem.
59. Rogamos que te reportes à escala espírita que demos no segundo número da Revista, e que nos digas a que ordem pertencem os Espíritos encarnados em Júpiter.
Resp. – Todos bons, todos superiores; por vezes o bem desce até o mal; mas o mal jamais se mistura ao bem.
60. Os habitantes formam diferentes povos, como na Terra?
Resp. – Sim; mas todos se unem entre si pelos laços do amor.
61. Sendo assim, as guerras são desconhecidas?
Resp. – Pergunta inútil.
62. Na Terra poderá o homem alcançar suficiente grau de perfeição que o isente das guerras?
Resp. – Seguramente alcançará; a guerra desaparecerá com o egoísmo dos povos e à medida que compreenderem melhor a fraternidade.
63. Os povos são governados por chefes?
Resp. – Sim.
64. Em que se baseia a autoridade dos chefes?
Resp. – No seu grau superior de perfeição.
65. Em que consiste a superioridade e a inferioridade dos Espíritos em Júpiter, considerando-se que todos são bons?
Resp. – Eles têm maior ou menor cabedal de conhecimentos e experiência; depuram-se, à medida que se esclarecem.
66. Como na Terra, há povos mais ou menos avançados do que outros?
Resp. – Não; mas os há em diversos graus.
67. Se o povo mais avançado da Terra se visse transportado para Júpiter, que posição ocuparia?
Resp. – A dos vossos macacos.
68. Lá os povos são governados por leis?
Resp. – Sim.
69. Há leis penais?
Resp. – Não há mais crimes.
70. Quem faz as leis?
Resp. – Deus as faz.
71. Há ricos e pobres, isto é, homens que vivem na abundância e no supérfluo, e outros a quem falta o necessário?
Resp. – Não; todos são irmãos; se um possuísse mais que o outro, com este dividiria; não seria feliz quando seu irmão se privasse do necessário.
72. De acordo com isso, as fortunas seriam iguais para todos?
Resp. – Eu não disse que todos sejam ricos no mesmo grau; perguntastes se haveria os que possuem o supérfluo e outros a quem faltasse o necessário.
73. Essas duas respostas nos parecem contraditórias; Pedimos que estabeleças a concordância entre elas.
Resp. – A ninguém falta o necessário; ninguém possui o supérfluo, ou seja, a fortuna de cada um está em relação com a sua condição. Estais satisfeitos?
74. Agora compreendemos; mas perguntamos, ainda, se aquele que tem menos não é infeliz, relativamente àquele que tem mais?
Resp. – Não pode ser infeliz, desde que não é invejoso nem ciumento. A inveja e o ciúme fazem mais infelizes que a miséria.
75. Em que consiste a riqueza em Júpiter?
Resp. – Que vos importa?
76. Há desigualdades sociais?
Resp. – Sim.
77. Sobre o que se fundam tais desigualdades?
Resp. – Sobre as leis da sociedade. Uns são mais ou menos avançados em perfeição. Os que são superiores exercem sobre os outros uma espécie de autoridade, como um pai sobre os filhos.
78. As faculdades do homem se desenvolvem pela educação?
Resp. – Sim.
79. Pode o homem adquirir bastante perfeição na Terra para merecer passar imediatamente a Júpiter?
Resp. – Sim, mas na Terra o homem é submetido a imperfeições, a fim de estar em relação com os seus semelhantes.
80. Quando um Espírito que deixa a Terra deve reencarnar-se em Júpiter, fica errante durante algum tempo até encontrar o corpo ao qual deverá se unir?
Resp. – Ele o é durante certo tempo, até que se tenha liberado das imperfeições terrestres.
81. Há várias religiões?
Resp. – Não; todos professam o bem e todos adoram um único Deus.
82. Há templos e um culto?
Resp. – Por templo há o coração do homem; por culto, o bem que ele faz.

REVISTA ESPÍRITA
Jornal de Estudos Psicológicos
Contém: O relato das manifestações materiais ou inteligentes dos Espíritos, aparições, evocações, etc., bem como todas as notícias relativas ao Espiritismo. – O ensino dos Espíritos sobre as coisas do mundo visível e do invisível; sobre as ciências, a moral, a imortalidade da alma, a natureza do homem e o seu futuro. – A história do Espiritismo na Antigüidade; suas relações com o magnetismo e com o sonambulismo; a explicação das lendas e das crenças populares, da mitologia de todos os povos, etc.
Publicada sob a direção de ALLAN KARDEC
Todo efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente. O poder da causa inteligente está na razão da grandeza do efeito.
ANO PRIMEIRO – 1858
TRADUÇÃO DE EVANDRO NOLETO BEZERRA
FEB