"...Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito; é o maior e o primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante àquele: Amareis vosso próximo como a vós mesmos..." (São Mateus, cap. XXII, v.34 a 40)
Em 1935, a mãe de Chico Xavier, desencarnada, já nos informava que havia
água em Marte.
Confiram tudo isto, entre outras revelações, na obra "Cartas de uma
morta", psicografia de Chico Xavier, pelo Espírito de sua mãe Maria João
de Deus.
"Vi oceanos, apesar da água se me afigurar menos densa e esses
mares muito pouco profundos. Há ali um sistema de canalizações, mas não por
obras de engenharia dos seus habitantes, e sim por uma determinação natural da
topografia do planeta que põe em comunicação contínua todos os mares."
O médico carioca residente em
Porto Alegre desde os anos 50, Dr. José Lacerda, espírita que era então,
começou a realizar atividades mediúnicas normais numa pequena sala de Hospital
Espírita de Porto Alegre e ali realizou investigações pessoais que desaguaram
no movimento denominado Apometria.
Não irei entrar no mérito nem no estudo da apometria, porque eu não sou
apômetra: eu sou espírita, mas o que posso dizer é que a Apometria, segundo os
seus próprios seguidores, não é Espiritismo. Suas práticas estão em total
desacordo com as recomendações de “O Livro dos Médiuns”.
A presunção de alguns chegou a afirmar que a Apometria é um passo avançado ao
Movimento Espírita e que Allan Kardec encontra-se totalmente ultrapassado, já
que sua proposta era para o século XIX e parte do século XX, e que a apometria
é o degrau mais evoluído.
A prática e os métodos violentos de libertação dos obsessores que este e
outros métodos correlatos apresentam, a mim me parecem tão chocantes que me
fazem recordar da lei de Talião, que já foi suavizada por Moisés, com o código
legal, e que Jesus sublimou através do amor.
De acordo com aqueles métodos, quando as entidades são rebeldes os
doutrinadores, depois de realizarem uma contagem cabalística ou um gestual
muito específico, as expulsam com violência para o magma da Terra, substância
ainda em ebulição do nosso planeta, ou as colocam em cápsulas espaciais que são
disparadas para o mundo da erraticidade.
Não iremos examinar a questão esdrúxula desse comportamento, mas se eu, na
condição de espírito imperfeito que sou, chegasse desesperado num lugar pedindo
misericórdia e apoio à minha loucura, e outrem, o meu próximo, me exilasse para
o magma da Terra, para eu experimentar a dureza de um inferno mitológico, ou
ser desintegrado, ou se me mandassem expulso da Terra numa cápsula espacial,
renegaria aquele Deus que inspirou esse adversário da compaixão.
A Doutrina Espírita, baseada no ensino de Jesus, centraliza-se no amor e todas
essas práticas novas, das mentalizações, das correntes mento-magnéticas,
psico-telérgicas, que, para nós, espíritas, merecem todo respeito, mas não atêm
nada a ver com Espiritismo.
O mesmo se dá com as práticas da Terapia de Existências Passadas realizadas
dentro da casa espírita ou da cromoterapia ou da cristalterapia, que fogem
totalmente da finalidade do Espiritismo.
A Casa Espírita não é uma clínica alternativa. Não é lugar onde toda
experiência nova deve ser colocada em execução. Tenho certeza de que aqueles
que adotam esses métodos novos não conhecem as bases kardequianas e, ao
conhecerem-nas, nunca as vivenciaram.
Temos todo o material revelado pelo mundo espiritual nestes tantos anos de
codificação, no Brasil e no mundo, pela mediunidade incomparável de Chico
Xavier; as informações que vieram pela notável Yvonne do Amaral Pereira; por
Zilda Gama e por tantos médiuns nobres conhecidos e desconhecidos.
Então, se alguém prefere a Apometria, divorcie-se do Espiritismo. É um
direito!
Mas não misture para não confundir. A nossa tarefa é de iluminar, não é de
eliminar. O espírito mau, perverso, cruel é nosso irmão na ignorância. Poderia
haver alguém mais cruel do que o jovem Saulo de Tarso? Ele havia assassinado
Estevão a pedradas, havia assassinado outros, e foi a Damasco para assassinar
Ananias.
Jesus não o colocou numa cápsula espacial e disparou para o infinito.
Apareceu a ele! Conquistou-o pelo amor.
“Saulo, Saulo, por que me persegues?” pode haver maior ternura nisso? E ele
tomado de espanto perguntou: “Que é isto?” “Eu sou Jesus, aquele a quem
persegues”. E ele, então, caiu em si.
Emmanuel ensina que o termo “caindo em si” significa que a capa do ego cedeu
lugar ao encontro com o ser profundo.
Ele despertou, e graças a ele nós conhecemos Jesus pela sua palavra, pelas suas
lutas, pelo alto preço que pagou, apedrejado várias vezes, jogado por detrás
dos muros nos lugares do lixo, foi resgatado pelos amigos e continuou pregando.
Então, os espíritos perversos merecem nossa compaixão e não nosso repúdio.
Coloquemo-nos no lugar deles.
Não temos nada contra a Apometria, as correntes mento-magnéticas, aquelas
outras de nomes muito esdrúxulos e pseudocientíficos. Mas, como espíritas, nós
deveremos cuidar da proposta Espírita.
Na minha condição de Espírita, exercendo a mediunidade por mais de 60 anos, os
resultados têm sido todos colhidos na árvore do amor e da caridade e a nossa
mentalidade espírita não admite ritual, gestual, gritaria, nem determinados
comportamentos.
(Texto transcrito à partir de uma
entrevista com Divaldo Franco, no programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova)
829. Há homens
naturalmente destinados a ser propriedade de outros homens?
— Toda sujeição
absoluta de um homem a outro é contrária à lei de Deus. A escravidão é um abuso
da força que desaparecerá com o progresso, como pouco a pouco desaparecerão
todos os abusos.
Comentário de Kardec:A lei humana que estabelece a
escravidão é uma lei contra a natureza, pois assemelha o homem ao bruto e o
degrada moral e fisicamente.
830. Quando a
escravidão pertence aos costumes de um povo, são repreensíveis os que a
praticam, nada mais fazendo do que seguir um uso que lhes parece natural?
— O mal é sempre o mal.
Todos os vossos sofismas não farão que uma ação má se torne boa. Mas a
responsabilidade do mal é relativa aos meios de que dispondes para o
compreender. Aquele que se serve da lei da escravidão é sempre culpável de uma
violação da lei natural; mas nisso, como em todas as coisas, a culpabilidade é
relativa. Sendo a escravidão um costume entre certos povos, o homem pode
praticá-la de boa fé, como uma coisa que lhe parece natural. Mas desde que a
sua razão, mais desenvolvida e sobretudo esclarecida pelas luzes do
Cristianismo, lhe mostrou no escravo um seu igual perante Deus, ele não tem
mais desculpas.
831. A desigualdade
natural das aptidões não coloca certas raças humanas sob a dependência das
raças inteligentes?
— Sim, para as elevar e
não para as embrutecer ainda mais na escravidão. Os homens têm considerado, há
muito, certas raças humanas como animais domesticáveis, munidos de braços e de
mãos, e se julgaram no direito de vender os seus membros como bestas de carga. Consideram-se
de sangue mais puro. Insensatos, que não enxergam além da matéria! Não é o
sangue que deve ser mais ou menos puro, mas o Espírito (Ver itens 361 e
803.)
832. Há homens
que tratam os seus escravos com humanidade, que nada lhes deixam faltar e
pensam que a liberdade os exporia a mais privações. Que dizer disso?
— Digo que
compreendem melhor os seus interesses. Eles têm também muito cuidado com os
seus bois e os seus cavalos, a fim de tirarem mais proveito no mercado. Não são
culpados como os que os maltratam, mas nem por isso deixam de usá-los como
mercadorias, privando-os do direito de se pertencerem a si mesmos.
(“O Livro dos Espíritos”, parte 3ª , cap. X, Da Lei de Liberdade, Escravidão - Allan Kardec,tradução de José Herculano Pires)
– E necessário que tudo se destrua para
renascer e se regenerar porque isso a que chamais destruição não é mais
que transformação, cujo objetivo é a renovação e o melhoramento dos seres
vivos.
728 – a) O instinto de destruição teria
sido dado aos seres vivos com fins providenciais?
– As criaturas de Deus são os
instrumentos de que ele se serve para atingir os seus fins. Para se nutrirem,
os seres vivos se destroem entre si e isso com o duplo objetivo de manter o
equilíbrio da reprodução, que poderia tornar-se excessiva, e de utilizar os
restos do invólucro exterior. Mas é apenas o invólucro que é destruído e esse
não é mais que acessório, não a parte essencial do ser pensante, pois este é o
princípio inteligente indestrutível que se elabora através das diferentes
metamorfoses por que passa.
729. Se a destruição é necessária para a
regeneração dos seres, por que a Natureza os cerca de meios de preservação e
conservação?
— Para evitar a destruição antes do tempo
necessário. Toda destruição antecipada entrava o desenvolvimento do principio
inteligente. Foi por isso que Deus deu a cada ser a necessidade de viver e de
se reproduzir.
730. Desde que a morte deve
conduzir-nos a uma vida melhor, e que nos livra dos males deste mundo, sendo
mais de se desejar do que de se temer, por que o homem tem por ela um horror
instintivo que a torna motivo de apreensão?
— Já o dissemos. O homem deve
procurar prolongar a sua vida para cumprir a sua tarefa. Foi por isso que Deus
lhe deu o instinto de conservação e esse instinto o sustenta nas suas provas;
sem isso, muito freqüentemente ele se entregaria ao desânimo. A voz secreta que
o faz repelir a morte lhe diz que ainda pode fazer alguma coisa pelo seu
adiantamento. Quando um perigo o ameaça, ela o adverte de que deve aproveitar o
tempo que Deus lhe concede,mas o ingrato rende geralmente graças à sua estrela,
em lugar do Criador.
731. Por que, ao lado dos meios de
conservação, a Natureza colocou ao mesmo tempo os agentes destruidores?
— O remédio ao lado do mal; já o
dissemos, para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.
732. A necessidade de destruição é a
mesma em todos os mundos?
— É proporcional ao estado mais ou menos
material dos mundos e desaparece num estado físico e moral mais apurado. Nos
mundos mais avançados que o vosso, as condições de existência são muito
diferentes.
733. A necessidade de destruição existirá
sempre entre os homens na Terra?
—A necessidade de destruição diminui
entre os homens à medida que o Espírito supera a matéria; é por isso que ao
horror da destruição vedes seguir-se o desenvolvimento intelectual e moral.
734. No seu estado atua], o homem tem
direito ilimitado de destruição sobre os animais?
— Esse direito é regulado pela
necessidade de prover à sua alimentação e à sua segurança; o abuso jamais foi
um direito.
735. Que pensar da destruição que
ultrapassa os limites das necessidades e da segurança; da caça, por exemplo,
quando não tem por objetivo senão o prazer de destruir, sem utilidade?
— Predominância da bestialidade sobre a
natureza espiritual. Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é
uma violação da lei de Deus. Os animais não destroem mais do que necessitam,
mas o homem, que tem o livre-arbítrio, destrói sem necessidade. Prestará contas
do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois nesses casos ele cede aos
maus instintos.
736. Os povos que levam ao excesso o
escrúpulo no tocante à destruição dos animais têm mérito especial?
— É um excesso, num sentimento que em si
mesmo é louvável, mas que se torna abusivo e cujo mérito acaba neutralizado por
abusos de toda espécie Eles têm mais temor supersticioso do que verdadeira
bondade.
737. Com que fim Deus castiga a
Humanidade com flagelos destruidores?
— Para fazê-la avançar mais depressa. Não
dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos,
que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? E necessário
ver o fim para apreciaras resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de
vista pessoal, e as chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam;
mas esses transtornos são freqüentemente necessários para fazer com que as
coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns
anos o que necessitaria de muitos séculos(1).
(Ver item 744.)
738. Deus não poderia empregar, para
melhorar a Humanidade, outros meios que não os flagelos destruidores?
— Sim, e diariamente os emprega, pois deu
a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. E o homem
que não os aproveita; então, é necessário castigá-lo em seu orgulho e fazê-lo
sentir a própria fraqueza.
738 – a) Nesses flagelos, porém, o homem
de bem sucumbe como os perversos; isso é justo?
— Durante a vida, o homem relaciona tudo
a seu corpo, mas, após a morte, pensa de outra maneira. Como já dissemos,
a vida do corpo é um quase nada; um século de vosso mundo é um relâmpago na
Eternidade. Os sofrimentos que duram alguns dos vossos meses ou dias, nada são.
Apenas um ensinamento que vos servirá no futuro. Os Espíritos que preexistem e
sobrevivem a tudo, eis o mundo real. (Ver item 85.) São eles os filhos de Deus
e o objeto de sua solicitude. Os corpos não são mais que disfarces sob os quais
aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que dizimam os homens, eles são como
um exército que, durante a guerra, vê os seus uniformes estragados, rotos ou
perdidos. O general tem mais cuidado com os soldados do que com as vestes.
738 – b) Mas as vítimas desses flagelos,
apesar disso, não são vítimas?
— Se considerássemos a vida no que ela é,
e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe
daríamos. Essas vítimas terão noutra existência uma larga compensação para os
seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem lamentar.
Comentário de Kardec:Quer a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária,
não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que
no primeiro caso parte um grande número ao mesmo tempo.
Se pudéssemos elevar-nos pelo
pensamento de maneira a abranger toda a Humanidade numa visão única, esses
flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais do que tempestades passageiras
no destino do mundo.
739. Esses flagelos destruidores têm
utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam?
— Sim, eles modificam algumas vezes o estado de
uma região; mas o bem que deles resulta só é geralmente sentido pelas
gerações futuras.
740. Os flagelos não seriam igualmente provas
morais para o homem, pondo-o às voltas com necessidades mais duras?
— Os flagelos são provas que proporcionam ao
homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua
resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo que lhe permitem desenvolver
os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se
ele não for dominado pelo egoísmo.
741. E dado ao homem conjurar os flagelos que o
afligem?
— Sim, em parte, mas não como geralmente se
pensa. Muitos flagelos são as conseqüências de sua própria imprevidência. Á
medida que ele adquire conhecimentos e experiências, pode conjurá-los, quer
dizer, preveni-los, se souber pesquisar-lhes as causas. Mas entre os males que
afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios
da Providência. Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a
parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à
vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência
do homem.
Comentário de Kardec:Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem,
devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as
intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos
trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas
irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou pelo
menos de atenuar tantos desastres? Algumas regiões antigamente devastadas por
terríveis flagelos não estão hoje resguardadas? Que não fará o homem, portanto,
pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos da sua
inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o
sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes? (Ver item 707.)
(1) Esta resposta coloca de
maneira bem clara o problema dos “saltos” da Natureza, de que tratamos em nota
anterior. “O salto qualitativo” a que se refere a dialética marxista, e que
para alguns contradiz a ordem evolutiva da doutrina espírita, é exatamente essa
espécie de “transtornos” que apressam o desenvolvimento. Como se vê, o
Espiritismo reconhece a existência e a necessidade desses “transtornos”, mas
integrados no processo geral da evolução, não os admitindo como quebra desse
processo. (N. do T.)
***********************************************
Nós, Espíritas, não celebramos a Páscoa. E a psicografia, abaixo, divulgada pelo Programa Transição, em sua página da rede social Facebook, explica primorosamente o porquê!
Mas, de qualquer forma, desejamos uma Páscoa em paz para todos os que celebram!
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"Jesus morreu?
Haverá um tempo em que a morte de Cristo não será representada por um dia. Longe ainda se encontra esse momento, mas um dia assim será.
Ninguém se lembrará da morte de Jesus, pois todos estarão convictos que ele vive e resplandece de luz.
A vida é que deve ser contemplada, a morte apenas é um instante em que a matéria é atingida, tão somente isso deve ser observado com a morte.
Para o espírito é a liberdade, é o desprendimento, é a leveza que retorna e que se utiliza para atingir os planos superiores.
Abandonai irmãos a visão triste da morte, olhem a felicidade de um ciclo finalizado e a retomada de uma nova etapa.
Jesus se foi no período que se aproxima, mas vive em espírito e ainda com mais amplitude no coração de todos aqueles que em seus ensinamentos pautam as suas existências, atitudes e pensamentos.
Que o Cristo vivo esteja no pensamento de todos."
(Mensagem recebida pelo Grupo de Estudos de Psicografia da Sociedade Espírita Francisco de Assis)
Entrevista com André Luiz (Espírito), presenteada
ao diretor do Anuário Espírita, edição nº
1, de 1964.
André Luiz respondeu as perguntas de
números ímpares através do médium Waldo Vieira e as de números pares através do
médium Francisco Cândido Xavier.
__________________________________
1. Qual a quantidade aproximada de habitantes
espirituais – em idade racional – que se desenvolvem, presentemente, nas
circunvizinhanças da Terra?
“Será lícito calcular a população de
criaturas desencarnadas em idade racional, nos círculos de trabalho, em torno
da Terra, para mais de vinte bilhões, observando-se que alta percentagem ainda
se encontra nos estágios primários da razão e sendo esse número possível de
alterações constantes pelas correntes migratórias de espíritos em trânsito nas
regiões do Planeta.”
2. A quantidade de espíritos que vivem nas
diversas esferas do nosso Planeta tende, atualmente, a aumentar ou a diminuir?
“Qual acontece na Crosta Planetária, as
esferas de trabalho e evolução que rodeiam a Terra estão muito longe de
quaisquer perspectivas de saturação, em matéria de povoamento.”
3. Considerando-se que as criaturas dos reinos
vegetal e animal, deste e de outros planos, absorvem elementos de economia
planetária, pergunta-se: O nosso planeta dispõe de recursos para a manutenção e
sustentação de uma comunidade de número ilimitado de indivíduos ou a despensa
celeste do nosso domicílio cósmico se destina a uma sociedade de proporções limitadas,
ainda que de dimensões desconhecidas?
“Certo, nos limites do orbe terreno, não é
justo conceituar os problemas da vida física fora de peso e medida, entretanto
é preciso considerar que as ciências aplicadas à técnica, à indústria e à
produção, nos vários domínios da natureza, assegurarão conforto e sustento a
bilhões de espíritos encarnados na Terra, com os recursos existentes no
Planeta, por muitos e muitos séculos ainda, desde que o homem se disponha a
trabalhar.”
4. Espíritos originários da Terra, têm
emigrado, nos últimos séculos, para outros orbes?
“Seja de modo coletivo ou individual, em
todos os tempos, Espíritos superiores têm saído da Terra, no rumo de esferas
enobrecidas, compatíveis com a elevação que alcançaram. Quanto a companheiros
de evolução retardada, principalmente os que se fizeram necessitados de
corretivo doloroso por delitos conscientemente praticados, em muitos casos,
sofrem temporária segregação em planos regenerativos.”
5. Espíritos originários de outras plagas
costumam estagiar na Terra em encarnações de exercício evolutivo?
“Isso acontece com frequência, de vez que
muitos espíritos superiores reencarnam no planeta terrestre a fim de
colaborarem na educação da Humanidade, e criaturas inferiores costumam aí
sofrer curtos ou longos períodos de exílio das elevadas comunidades a que
pertencem, pela cultura e pelo sentimento, porquanto a queda moral de alguém
tanto se verifica na Terra quanto em outros domicílios do Universo.
6. Considerando-se a enorme distância
geométrica existente entre dois ou mais orbes de um sistema solar ou entre dois
ou mais sistemas solares, pergunta-se:
a – os espíritos, em seu desenvolvimento
evolutivo, ligam-se, necessariamente, a determinados orbes? b – na imensidão dos espaços que separam dois
ou mais corpos celestes vivem, também, inteligências individuais? “a) Em seu desenvolvimento, sim, qual
acontece com a pessoa que em determinada fase de experiência física se vincula,
transitoriamente, a certa raça ou família. “b) Isso é perfeitamente compreensível;
basta lembrar os milhares de criaturas que atendem os interesses de um país ou
de outro nas extensões do oceano.”
7. Quais os processos de locomoção utilizados
nas migrações interplanetárias, considerando-se a possibilidade de migrações de
entidades de categoria até mesmo criminosa, como parece ser o caso dos
imigrantes do Sistema Planetário de Capela?
“Esses processos de locomoção, no plano
espiritual, são numerosos. A técnica não se relaciona com a moral. Os maiores
criminosos do mundo podem viajar num jato, sem que isso ofenda os preceitos
científicos.”
8. Onde começa o Umbral?
“A rigor, o Umbral, expressando região
inferior da espiritualidade, pelos vínculos que possui com a ignorância e com a
delinqüência, começa em nós mesmos.”
9. Onde se situa “Nosso Lar”?
“Não possuímos termos terrestres para falar
em torno da geografia no plano espiritual, mas podemos informar que as
primeiras fundações da cidade “Nosso Lar” por espíritos pioneiros da evolução
brasileira, se verificaram no espaço do território conhecido como Estado da Guanabara.”
SEXO
10. Por que a disciplina sexual é recomendada
pelo Plano Espiritual Cristão?
“Claramente que a disciplina sexual é
recomendável em qualquer plano da vida, para que a degradação não arruíne os
valores do espírito.”
11. Há alguma relação entre sexo e
mediunidade?
“Tanto quanto a que existe entre
mediunidade e alimentação ou mediunidade e trabalho, relações estas nas quais
se pede equilíbrio.”
12. As funções reprodutoras do sexo se
destinam, somente, da vida na Terra?
“Em muitos outros orbes, compreendendo-se,
porém, que mundos existem nos quais as funções reprodutoras não são
compreensíveis, por enquanto, na terminologia terrestre.”
13. Espíritos sensuais mantêm atividades de
natureza sexual após a desencarnação?
“Aos milhões, reclamando educação dos
recursos do sentimento e das manifestações afetivas, como acontece nos caminhos
da Humanidade.”
14. Os perispíritos das entidades espirituais,
que se localizam nas vizinhanças da Terra, conservam o órgão do aparelho sexual
humano?
“Sim, e por que não? O órgão sexual é tão
digno quanto os olhos e, como não se deve atribuir aos olhos os horrores da
guerra, o órgão sexual não pode ser responsável pelo vício.”
15. Os espíritos conservam, para sempre, as
condições de masculino e feminino?
“Respondamos com os orientadores
espirituais de Allan Kardec que, na questão número 201, de O Livro dos
Espíritos afirmaram, com segurança, que o espírito tanto reencarna no corpo de formação
masculina quanto no corpo de formação feminina.”
16. Como explicar os homossexuais?
“Devemos considerar que o espírito
reencarna, em regime de inversão sexual, como pode renascer em condições
transitórias de mutilação ou cegueira. Isto não quer dizer que homossexuais ou
intersexos estejam nessa posição, endereçados ao escândalo e à viciação, como
aleijados e cegos não se encontram na inibição ou na sombra para serem
delinquentes. Compete-nos entender que cada personalidade humana permanece em
determinada experiência, merecendo o respeito geral no trabalho ou na provação
em que estagia, importando anotar, ainda, que o conceito de normalidade e
anormalidade são relativos. Lembremo-nos de que, se a cegueira fosse a condição
da maioria dos espíritos reencarnados na Terra, o homem que pudesse enxergar seria
positivamente considerado minoria e exceção.”
17. Se vivemos tantas vezes, participando da
formação de casais frequentemente diversos, como explicar o ciúme?
“O ciúme é característico de nossa própria
animalidade primitiva, sombra que a educação dissipará.”
18. O espírito desencarnado também está
sujeito a crises prolongadas de ciúme?
“Como não? A desencarnação é um acidente no
trabalho evolutivo, sem constituir por si qualquer solução aos problemas da
alma.
19. Como explicar a paixão que, tantas vezes,
cega o indivíduo? (A paixão é, somente, uma doença humana?)
“Ainda aqui, animalidade em nós é a
explicação.”
20. O adultério é, sempre, causa de conflitos,
quando da volta dos cúmplices ao Plano Espiritual?
“Sim.”
REENCARNAÇÃO
21. A reencarnação é lei imperativa em todos
os orbes do Universo?
“Mais razoável dizer que a reencarnação é
princípio universal, compreendendo-se que existem esferas sublimes nas quais a
reencarnação, como recurso educativo, já atingiu características inabordáveis
ao conhecimento humano atual.”
22. Se a Medicina da Terra aumentar – num
futuro não muito distante – a média da vida humana na Crosta, do ponto-de-vista
educacional, uma única existência, de 500 anos, por exemplo, bastaria para
libertar o espírito das necessidades da escola terrena?
“Cabe-nos aguardar o apoio mais amplo da
Medicina à saúde humana, com vista à longevidade, entretanto, em matéria de
libertação espiritual, o problema se relaciona com a vontade acima do tempo.
Quando a pessoa se decide ao burilamento próprio, com ânimo e decisão, a
existência física de cinquenta anos vale muito mais que o tempo correspondente
a cinco séculos, sem orientação no aprimoramento moral de si mesma.”
23. É de esperar-se que nos próximos milênios,
quando a Terra se tornar um centro de solidariedade e de cultura, seja
dispensado o processo de reencarnação, como elemento indispensável de
experiências e estudos?
“Digamos, com mais propriedade, que o
espírito, alcançando a sublimação, não mais se encontra sujeito ao processo de
reencarnação, por medida educativa, conquanto prossiga livre para reencarnar,
como, onde e quando deseje, em auxílio voluntário aos semelhantes.”
24. A duração média de vida dos encarnados
racionais de outros orbes, corresponde àterrena?
“Não. Essas etapas de tempo variam de mundo
a mundo.”
25. Todas as reencarnações, mesmo as dos
indivíduos vinculados a condições inferiores, são objeto de um planejamento
detalhado, por parte dos administradores espirituais?
“Há renascimentos quase que automáticos,
principalmente se a criatura ainda permanece fronteiriça à animalidade,
entendendo-se que quanto mais importante o encargo do espírito a
corporificar-se, junto da Humanidade, mais dilatado e complexo o planejamento
da reencarnação.”
26. As organizações espirituais que pautam as
suas atividades dentro de programas alheios aos princípios cristãos também
procedem a execuções de programas para a reencarnação de tarefeiros
determinados em suas organizações?
“Sim.”
27. Reencarnações de espíritos de ordem
superior, presididas por espíritos elevados, em meio inferior, estão sujeitos a
represálias da parte de organizações espirituais interessadas na ignorância
humana?
“Natural que assim seja. Recordemos o
próprio Jesus.”
28. Se um espírito encarnado com propósitos
cristãos pode, pela má conduta, transformar-se num instrumento das trevas, é de
se perguntar se um espírito encarnado sob os vínculos de organizações ainda não
cristianizadas no Espaço, pode, também, transformar-se num instrumento
ostensivo do programa do bem?
“Perfeitamente. Assim ocorre porque o
íntimo de cada um prevalece sobre o rótulo que caracterize a pessoa no ambiente
humano
ATUALIDADES
29. Sabemos que outras civilizações terrenas
se desfizeram em épocas remotas. Diante do perigo atual de uma conflagração
atômica, é de se perguntar: Estamos às portas da Nova Jerusalém ou no começo de
um novo fim?
“Na condição de espíritas-cristãos
encarnados e desencarnados, pensemos no futuro da Humanidade em termos de
evolução, otimismo, confiança, progresso. De todas as calamidades, a
civilização sempre surgiu em novos surtos de força para o burilamento geral, ao
influxo da Providência Divina, ainda mesmo quando pareça o contrário.”
30. Habitantes de outros orbes conhecem a
Humanidade terrena, sua história, costumes, etc.?
“Sim.”
31. Diante dos progressos alcançados pela
Ciência, conseguirá o homem aportar a outros corpos de nosso sistema solar?
“Ninguém pode traçar fronteiras às
conquistas da Ciência humana. Quanto mais dilatados o serviço e a fraternidade,
a educação e concórdia na Terra, maiores as possibilidades do homem nas
conquistas do Espaço Cósmico.”
32. Se a Ciência humana se servir de seus recursos,
pondo em risco a estabilidade do Planeta, é de se esperar esteja a Humanidade
da Terra sujeita a uma intervenção direta da parte de outros planetas?
“Nossa confiança na Sabedoria da
Providência Divina deve ser completa. Ainda mesmo que a Terra se desintegrasse
numa catástrofe de natureza cósmica, Deus e a Vida não deixariam de existir.
Uma cidade arrasada num cataclismo não significa a destruição de um povo
inteiro. Justo que, em nos considerando
coletivamente, temos feito por merecer longas aflições e duras provas na Terra,
entretanto, diante da Infinita Bondade, devemos afastar quaisquer ideias sinistras
da cabeça popular carecedora de harmonia e esperança para evoluir e servir.
Amemo-nos uns aos outros. Realizemos o melhor ao nosso alcance. Convençamo-nos
de que o bem vive para o mal como a luz para a sombra. Edifiquemos o mundo
melhor, começando em nós mesmos, e confiemos na palavra fiel do Cristo, que
prometeu amparar-nos e auxiliar-nos “até o fim dos séculos”. E, assim nos
exprimindo, não nos propomos afirmar que, a pretexto de contar com Jesus,
podemos andar irresponsáveis ou desatentos. Não. Forçoso trabalhar e cumprir as
obrigações que a vida nos trace, a fim de sermos amparados e auxiliados por
Ele, sejam quais forem as circunstâncias.”
(Extraído do Anuário Espírita 2009 – IDE –
Araras – SP)